Juiz de Fora / MG - sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CONHECENDO A HOMEOPATIA

                               Conhecendo a Homeopatia


O desconhecimento geral sobre o que é a homeopatia no cenário da saúde leva muitos pacientes a procurarem por certos tratamentos alternativos não homeopáticos, certos de que se tratam por ela.
O reducionismo mecanicista desenvolvido e firmado na cultura ocidental, entranhado em cada ser em particular, dificulta, por sua vez, a compreensão vitalista do processo de adoecimento, profundamente assentado na filosofia homeopática e, novamente, os pacientes procuram pela homeopatia não pelo que ela é, mas pelo que não é, reduzindo, em sua busca, a amplitude de possibilidades que ela abarca.
O princípio fundamental que rege a homeopatia é a lei da similitude que determina que semelhante cura semelhante. Uma vez conhecidos os sinais e sintomas do paciente torna-se possível medicá-lo com um medicamento pelo qual demonstre semelhança. Esse princípio já era conhecido desde os tempos de Hipócrates, mas foi resgatado por Hahnemann, em 1796, quando, pela observação experimentou e comprovou que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia é capaz de curar estes mesmos sintomas numa pessoa doente.
A concepção filosófica homeopática da enfermidade admite ser ela o resultado da perturbação da força vital caracterizada como uma forma de energia essencial mantenedora da vida e do equilíbrio biopsíquico. O fundamento do desequilíbrio da saúde portanto, encontra-se num nível imaterial, energético e o restabelecimento da saúde implica em colocar esta força vital em ordem novamente.
A função do homeopata é encontrar um medicamento que se assemelhando às características individuais do paciente, estimule-o a reagir, através de sua vitalidade, colocando-o em um caminho de cura. Todas as forças orgânicas são mobilizadas com este propósito. Não se trata de liquidar o microorganismo da pneumonia, mas de ordenar a força vital para que uma sensação de bem-estar não só física, mas também mental seja alcançada e o estado de saúde instaurado.
Para atuar nesta natureza imaterial do homem a Homeopatia utiliza medicamentos em doses infinitesimais. Através da dinamização, os medicamentos liberam seus poderes energéticos vitais podendo agir como mobilizadores do processo de cura.
Muitos pacientes ficam intrigados com o interesse que o homeopata tem pelas particularidades individuais chegando a confundi-lo com um psicólogo. Na verdade, tanto o corpo quanto a mente, em sua constante inter-relação, têm grande valor para o homeopata e, como tal abordagem é raramente feita pelo profissional médico, é de se estranhar tal procedimento. No entanto, tudo que diz respeito ao paciente expressa o estado de sua força vital, desde os conteúdos imaginários, sonhos, sensações, sentimentos e pensamentos até as características gerais e físicas que o caracterizam. É preciso que o paciente se coloque com os seus mais variados sofrimentos para que o médico possa apreender suas características e importância a fim de escolher um medicamento que possa mobilizar as causas mais profundas do seu adoecimento. É assim que a homeopatia unicista trabalha.
Algumas pessoas pensam que por ser natural, por utilizar doses mínimas e por serem veiculadas em bolinhas de açúcar ou aguinhas sem sabor, os medicamentos homeopáticos são inócuos. Isto não é verdade, alguns pacientes podem mesmo agravar ou até desenvolver sintomas novos após receber uma única dose. Algumas dessas reações podem significar caminho de cura e outras apenas a agravação do quadro. Por isso é tão importante que o tratamento seja acompanhado por um médico homeopata.
Há aqueles que dizem não acreditar na homeopatia. Não é preciso acreditar porque não se trata de uma crença. A consulta homeopática em si, por suas próprias características de atender ao ser em sofrimento pode ser curativa, mas o remédio vem a seguir aprofundando esta sensação subjetiva de bem-estar geral por semelhança e colocando em curso um processo de cura e nada mais.
Então, dizem que o tratamento é longo e demorado. Vale a pena dizer que o processo de autoconhecimento é infinito e, portanto, o processo de tratamento pode também seguir este caminho. Mas quadros agudos são resolvidos em curto espaço de tempo e quadros crônicos em tempo maior, respeitando a capacidade reativa do organismo.
Talvez fosse mais fácil dizer o que não é homeopatia, mas todos esses conceitos, a princípio, podem facilitar o entendimento para todos aqueles que desejem passar pelo tratamento homeopático. O seu conhecimento parece complexo, mas seus efeitos podem ser profundos e encantadores.

 (por Elaine Pimentel Nunes)